Reserva ambiental: é possível gerar negócios conservando florestas?

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O Brasil tem centenas de áreas de conservação registradas, divididas em 11 categorias de manejo, e administradas pelo poder público, instituições ou a iniciativa privada. E nestas áreas de preservação permanente de natureza é proibido o desmatamento ou a exploração predatória da fauna e da flora.

No país, são mais de 900 Reservas Particulares do Patrimônio Natural, de acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente. Essas áreas de conservação somam mais de 5,7 milhões de quilômetros quadrados, onde somente é permitido o uso sustentável do bioma. Temos por aqui sete tipos de biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Marinho, Pampa, Pantanal e Mata Atlântica.

Existem também as Reservas Privadas de Desenvolvimento Sustentável. Em São Paulo, na região do Vale do Ribeira, está localizada a maior reserva privada de Mata Atlântica do Brasil. Com 31 mil hectares, o Legado das Águas é um coração verde de Mata Atlântica, com área semelhante à cidade de Curitiba, onde a natureza pulsa imponente e diversas iniciativas dão vida à um modelo de negócio inovador.

Reserva privada: geração de negócios ambientais, conservação e geração de valor compartilhado

Em tempos onde as empresas discutem a nova economia, criando tecnologias que permitam o desenvolvimento sustentável, o Legado da Águas está revelando ao mundo como uma reserva ambiental pode inovar ao gerar negócios, conservando florestas. Por lá, a fórmula inclui desde a pesquisa científica ao ecoturismo, passando pela compensação ambiental e o trabalho com comunidades locais.

São novos negócios que acabam por contribuir para a conservação da natureza. O ecoturismo, por exemplo, desperta no turista uma consciência que ajuda a expandir os valores da conservação ambiental para um número cada vez maior de pessoas. E ele não para de crescer: cerca de 20% ao ano, somente no Brasil.

Outra área que surpreende é a compensação de reserva legal, que ajuda empresas a cumprirem com o seu papel de compensação ambiental, dentro da área do próprio Legado, o que também garante a proteção dos serviços ecossistêmicos e a manutenção da floresta em um corredor ecológico, criando valor que vai muito além do cumprimento de uma obrigação legal.

A área de novos negócios também está crescendo na Reserva, com o projeto conhecido como Floresta Digital, que já mapeou o DNA de mais de 50 espécies de plantas presentes na área. Para se ter uma ideia, por lá é possível contabilizar mais de 200 tipos de orquídeas, 225 espécies de borboletas e 290 tipos de aves, além de mais de mil mamíferos.

“Recentemente, apresentamos o Legado para na Semana da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, como um dos cases pelo Pacto Global Brasil, e também fomos incluídos como área das Reservas da Biosfera da Mata Atlântica pela UNESCO”, conta Frineia Rezende, gerente executiva da Reservas Votorantim, empresa proprietária da área.

Assim, o Legado das Águas desenha sua história dentro da nova economia com este e outros trabalhos, como um viveiro de plantas capaz de produzir centenas de mudas nativas para paisagismo e reflorestamento, bem como algo muito importante: o fomento do desenvolvimento socioambiental, que já somou R$ 1,5 milhão de investimento total.

Quer descobrir mais sobre esse trabalho? Acesse aqui o Relatório Anual do Legado da Águas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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