Turismo: geração de emprego e desenvolvimento econômico

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Você sabia que o turismo é um dos setores mais importantes para a economia e, consequentemente, para a geração de emprego e renda? De acordo com o Relatório de Impacto Econômico (EIR) de 2020, elaborado pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), em 2019, o segmento representou 10,3% do Produto Interno Bruto (PIB) global, ou seja, em cada 10 empregos no mundo, 1 é desse setor. 

Na América Latina, o turismo equivale a 8,8% do PIB e emprega 45,3 milhões de profissionais. Só no Brasil, mais de 7 milhões de pessoas trabalham nesse ramo, o que corresponde a 7,9% do total de empregos do país, conforme o WTTC. 

Ainda segundo o órgão, o Brasil é a quinta nação mundial na qual os investimentos com viagens e turismo possuem maior reflexo no PIB. O país fica atrás apenas da Arábia Saudita, Indonésia, China e Turquia. No ano passado, por exemplo, a contribuição do setor para o PIB nacional chegou a um valor total de 270,8 bilhões de reais. 

O Ministério de Turismo indica que no período houve mais de 11,7 milhões de desembarques internacionais no país e mais de 97,1 milhões de desembarques nacionais. Além disso, os gastos dos turistas passaram de 17,5 milhões de dólares. 

 

Turismo X Isolamento Social

Trilha do Cambuci – Legado das Águas/SP

Apesar dos resultados positivos no último ano, em 2020 o setor de turismo é um dos mais afetados devido à pandemia do novo coronavírus. Uma análise feita pelo Pew Research Center aponta que, ao menos, 7,1 bilhões de pessoas (91% da população mundial) moram em países que adotaram restrições a chegadas de turistas e viajantes de outras nações. Desta forma, de acordo com a Organização Mundial do Turismo (OMT), o segmento pode cair entre 60 e 80% até dezembro. 

Conforme um estudo da FGV Projetos, o Brasil pode apresentar retração de 39% no setor. Sendo assim, a estimativa é que a contribuição oferecida ao PIB fique em 165,5 bilhões de reais. 

A FGV ainda indica que após o fim do isolamento social, pode levar um ano para este ramo se reequilibrar.

Uma alternativa para ajudar nessa retomada é a adesão ao turismo nacional, o ecoturismo pode ser uma opção. Segundo a OMT, esse segmento cresce entre 15 e 25% ao ano em todo o mundo. No Brasil, de acordo o Ministério do Turismo e o Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur), em 2017 e 2018, dos visitantes recebidos pelo país, 16% buscavam por atividades ecoturísticas. 

O Legado das Águas, por exemplo, atua neste segmento. Com 31 mil hectares, a Reserva proporciona aos turistas várias atividades de conexão com a fauna e flora da Mata Atlântica. Canoagem, trilhas, observação de aves e visita ao viveiro de plantas e orquidário, são algumas atrações.

Desde o início da pandemia, o Legado está com as atividades suspensas, seguindo as recomendações dos órgãos de saúde. Para retomada, a Reserva adotará rigorosos protocolos de segurança, que serão divulgados em seus canais oficiais.

A alta procura por ecoturismo pode estar associada aos benefícios do contato com a natureza. “É compreensível que, passada a pandemia, as pessoas busquem novos ares como forma de recuperar a saúde emocional. Foram, e ainda estão sendo, dias muito difíceis. As pessoas vão precisar de um respiro, recarregar as energias para a voltar à rotina, e a natureza tem essa capacidade. Por estar perto de São Paulo, lamentavelmente uma das cidades mais atingidas pela Covid-19, o Vale do Ribeira, inclusive o Legado das Águas, vai se preparar da melhor forma possível para receber os turistas”, destaca David Canassa, diretor da Reservas Votorantim.

 

* Thayná Agnelli é jornalista formada pela FAPCOM, tem experiência em gestão de redes sociais e é responsável pela criação de conteúdo para o Legado das Águas.

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