In SALA DE IMPRENSA

Telhados e corredores verdes são a nova tendência para as metrópoles. Conhecido como paisagismo urbano sustentável, a iniciativa pioneira leva para as cidades o diferencial de importância ambiental, econômica e paisagística. Os benefícios são inúmeros, entre eles está o conforto térmico oferecido pelas espécies, pela sombra das árvores e a ventilação distribuída no ambiente.

Hoje, cerca de 90% da vegetação dos centros urbanos é exótica, ou seja, composta por flora originária de outros países. “O Brasil é o país mais rico em natureza do mundo e importa de outros países espécies de plantas cultivadas nas cidades. A ideia do paisagismo urbano sustentável é trabalhar com regiões onde houve, no passado, a presença da Mata Atlântica, ou seja, onde o bioma existia antes de se tornar uma cidade”, conta Ricardo Cardim, da Cardim Arquitetura Paisagística, parceira do Legado das Águas.

Nesse sentido, e para atender o mercado crescente de paisagismo, o Legado das Águas – maior reserva privada de Mata Atlântica do País – está produzindo em seu viveiro mudas para arborização urbana e paisagismo, com foco em árvores de pequeno e médio porte e espécies que tenham flores ou folhagem ornamentais para uso em cidades. São cultivadas, também, espécies para jardins de modo geral, que contemplará bromélias, arbustos, trepadeiras e forrações. As vantagens das plantas nativas são a facilidade de manutenção, a necessidade de pouca água e crescimento mais rápido.

“Em 2017 demos início à comercialização de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica propícias às atividades de paisagismo e restauração florestal. Na restauração florestal, temos como foco a demanda de empresas ou produtores rurais que, por diversos motivos, necessitam recuperar áreas degradadas. Estamos trabalhando para formar mudas aptas a resistirem a outras localidades, como o ambiente urbano”, conta David Canassa, diretor da Reservas Votorantim.

Um exemplo onde o reflorestamento aliado ao paisagismo com plantas nativas foi feito é o Parque Gabriel Chucre, localizado na cidade de Carapicuíba, na zona oeste da região metropolitana de São Paulo. O projeto de reflorestamento, finalizado em outubro de 2017, foi consolidado por meio da Votorantim Cimentos, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo e as empresas Cardim Arquitetura Paisagística e Agroflor.

O parque, que antes não possuía paisagismo, recebeu 10 mil mudas de espécies nativas, que darão origem a uma floresta. “Muitas dessas árvores geram frutos e flores que, com o tempo, atrairão aves e insetos polinizadores, facilitando a dispersão de sementes e pólen nas proximidades; a cobertura florestal ajudará a regular o microclima local e, em alguns anos, os frequentadores do parque terão uma pequena floresta com flores, frutas e muitas aves”, diz João Dias, coordenador do Legado das Águas.

Com imensa diversidade de espécies da Mata Atlântica –  mais de 800 delas já catalogadas, e que originaram o primeiro Guia Ilustrado para Identificação de Plantas da Mata Atlântica, publicado em 2015 – o Legado das Águas possui um viveiro de mudas com capacidade para 200 mil mudas por ano, que produz mais de 80 espécies diferentes, podendo fornecer mudas para recomposição florestal em Mata Atlântica; plantas para paisagismos, além de projetos inovadores que, em edificações, contribuam para certificações de sustentabilidade e parcerias para reflorestamento de centros urbanos.

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