A institucionalização do Legado das Águas foi a forma que Votorantim encontrou para garantir o resguardo perpétuo das nascentes ao longo do Rio Juquiá e de sua disponibilidade hídrica.

Com a conservação da área, acreditamos que estamos contribuindo para a permanência do potencial hidrológico da bacia do Rio Juquiá, da floresta e de sua rica biodiversidade, e assim colaborar para que a natureza siga seu curso evolutivo, garantindo a estabilidade ecológica desse rico trecho de Mata Atlântica com valor universal.

A Mata Atlântica é dos biomas mais ricos em biodiversidade no planeta e também um dos mais ameaçados. Nos dias atuais, restam aproximadamente 8,5% de remanescentes florestais originais acima de 100 hectares. Somados todos os fragmentos de floresta nativa acima de 3 hectares, temos atualmente 12,5%.

O bioma é o mais rico em biodiversidade do planeta. A fauna endêmica é formada principalmente por anfíbios (grande variedade de *anuros), mamíferos e aves das mais diversas espécies. É uma das áreas mais sujeitas à precipitação no Brasil. As chuvas são de relevo, em função das elevações do planalto e das serras.

A biodiversidade da Mata Atlântica é semelhante à da Amazônia. Há subdivisões do bioma da Mata Atlântica em diversos ecossistemas devido a variações de latitude e altitude.

Da flora, 55% das espécies arbóreas e 40% das não arbóreas são endêmicas, ou seja, só existem na Mata Atlântica. Das bromélias, 70% são nativas dessa formação vegetal, e das palmeiras, 64%. Estima-se que 8 mil espécies vegetais sejam restritas a esse bioma.

Observa-se também que 39% dos mamíferos dessa floresta são endêmicos, inclusive mais de 15% dos primatas, como o mico-leão-dourado, assim como 160 espécies de aves e 183 de anfíbios.

Em geral a Mata Atlântica detém cerca de 20 mil espécies vegetais e recordes de quantidade de espécies e endemismo em vários outros grupos de plantas. Para ter uma ideia do que isso representa, em toda a América do Norte são estimadas 17.000 espécies existentes, na Europa cerca de 12.500 e, na África, entre 40.000 e 45.000.

Fontes: IBF e SOS Mata Atlântica

Hoje, muitos projetos são apoiados pelo Legado das Águas, em parceria com instituições para monitorar a ocorrências dessas espécies e analisar mais a fundo a ecologia das mesmas. Esses estudos permitem conhecer mais sobre os hábitos das mesmas e garantir que nosso plano estratégico de gestão siga as diretrizes de conservação para não haver impactos negativos em seus habitats.

Projetos científicos em outras áreas do conhecimento também são fomentados pelo Legado, como botânica e biotecnologia, cujos resultados também compõem nossos planos estratégicos.

*Anuro: [Aurélio] 1. Diz-se dos animais anfíbios sem cauda. 2 2 Batráquios de pele nua, sem cauda, e de corpo obeso.

Nosso papel vai além das questões ambientais. Temos o compromisso com a geração de valor compartilhado local e, para isso, estamos envolvidos com o desenvolvimento das comunidades onde estamos inseridos.

Desde 2012, trabalhamos em conjunto com os municípios de Juquiá, Miracatu e Tapiraí em iniciativas para a redução do déficit na infraestrutura e a modernização da gestão pública nas áreas tributária, administrativa, de educação, de assistência social e de saúde.

Todos eles participam do Programa de Apoio à Gestão Pública (AGP), projeto do Legado das Águas, com apoio do Instituto Votorantim e em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que elabora e revisa planos e projetos executivos para facilitar a captação de recursos federais e de outras fontes.

Conselho Consultivo

Nós acreditamos na gestão compartilhada da Reserva, reunindo membros externos da administração pública e líderes de iniciativas sustentáveis, que nos ajudam a proteger e desenvolver ainda mais a região.

Nossos conselheiros são:

Fábio Scarano

Presidente do Conselho Consultivo

Graduado em Engenharia Florestal pela Universidade de Brasília (1986) e Ph.D. em Ecologia pela Universidade de St. Andrews, Escócia (1992). Realizou estágio pós-doutoral no Jardim Botânico do Rio de Janeiro (1992) É Professor Associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (desde 1993) e membro da Linnean Society of London (desde 1995). Foi Professor Visitante na Universidade Tecnológica de Darmstadt, Alemanha (2002) e na Universidade de Minnesota, EUA (2003).Foi Coordenador da Área de Ecologia e Meio Ambiente na CAPES/MEC (2005-2011) e Diretor de Pesquisas Científicas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (2007-2009). Desde 2011 é autor principal para os Painéis Brasileiro (PBMC) e Intergovernamental (IPCC) de Mudanças Climáticas. A partir de 2015 passou a integrar o quadro de autores do Painel Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ambientais (IPBES). Pertenceu ao quadro de líderes da ONG Conservation International, onde foi Diretor Executivo para o Brasil (2009-2011) e Vice-Presidente Senior para as Américas (2011-2015). Desde maio de 2015 é Diretor Executivo da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável

Aerton Paiva

Vice presidente do Conselho Consultivo

Consultor em Estratégia de Sustentabilidade, Fundador da Gestão Origami em 2008. Fundador da APEL Pesquisa e Desenvolvimento de Projetos em 1990. Formado em Administração e Sociologia. Consultor em Estratégias de Sustentabilidade com atuação marcada pela abordagem econômico-financeira como forma de geração e proteção de valor dos negócios. Responsável por projetos de desenvolvimento de estratégias de sustentabilidade, tendo por objeto o estudo de tendências que impactam os negócios, monetização de externalidades, definição de pilares estratégicos de diferenciação, metas de longo prazo e governança. Realizou projetos em: Grupo Votorantim (Cimento, Metais, Siderurgia, Agroindústria), Grupo Boticário, Grupo Segurador BB Mapfre, Natura, Grupo Santander, Banco Real, Promon Engenharia, Itaú Asset Management, Pepsico do Brasil, Grendene e TAM.

Rachel Biderman

Diretora WRI Brasil

Diretora do World Resources Institute no Brasil. Doutora em Administração Pública e Governo pela EAESP - FGV. Mestre em Ciência Ambiental pela USP. Foi pesquisadora em Estágio de Doutorado na JFK School of Government, Harvard. Mestre (LL.M) em Direito Internacional, com enfoque em Meio Ambiente, Washington College of Law, American University. Bacharel em Direito pela USP. Ex-coordenadora Adjunta e pesquisadora do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (2008-2011). Professora responsável por módulo de meio ambiente do MBA em Gestão da Sustentabilidade da EAESP-FGV. Coordenadora do curso de extensão da FGV de “Gestão para o Baixo Carbono”. É integrante do Conselho do Instituto de Defesa do Consumidor, do Conselho Brasileiro para a Construção Sustentável e do Conselho do Instituto Marina Silva. Foi Presidente do Conselho do Greenpeace no Brasil (2010-2013). Autora do Livro Democracia, Cidadania e Proteção do Meio Ambiente, Ed. Annablume, 2002. Co-organizadora da Publicação “Guia de Compras Publicas Sustentáveis - Uso do Poder de Compra do Governo para a Promoção do Desenvolvimento Sustentável”, Editora FGV, 2006.

Matthew Shirts

Abril

Matthew Shirts escreve crônicas para a revista Veja São Paulo, é editor-chefe do site Planeta Sustentável e redator no estúdio ABC, todos da Editora Abril.  Dirigiu a revista National Geographic Brasil entre 2000 a 2013. Foi cronista do Estado de São Paulo de 1994 a 2011. É autor da coletânea de crônicas, O jeitinho americano (Realejo, 2010), e editor de Herança Compartilhada  (Senac, 2013).  Norte-americano de origem, mudou-se para São Paulo na década de 1980 . É formado em estudos latino-americanos pela Universidade da Califórnia em Berkeley. Estudou também na USP e em Stanford. Tem três filhos brasileiros.

Maurício Talebi

Pró-Muriqui

Docente Adjunto III, Universidade Federal de São Paulo, Campus Diadema, SP. Especialista Global do Primata Muriqui-do-Sul (Brachyteles arachnoides). Graduação em Medicina Veterinária, UEL - Londrina, 1993. Mestrado em Etologia (USP/ IP/PSE, São Paulo, 1999). Doutorado em Antropologia Biológica/ Biologia Comportamental e Conservação das Espécies, Universidade de Cambridge, Inglaterra, Faculdade de Antropologia/ Arqueologia, Dept Antropologia Biológica, 2006). Pós-doutorado em Ecologia Sensorial na George Washington University, EUA, 2008. Desde 2009 coordena a Regional Brasil e Guianas do Grupo de Especialistas de Primatas (PSG/SSC/IUCN). Organizador e coordenador executivo do PAN muriquis, ICMBio (2010). Atuação em pesquisa de longo prazo no PE Carlos Botelho-SP. Atuação em primatologia, primatas Atelídeos, muriquis, conservação de primatas, programas de monitoramento de fauna, conservação privada e Bioma Mata Atlântica nas linhas de pesquisa em ecologia alimentar, ecologia sensorial, propriedades físicas e químicas da dieta, comportamento animal, demografia e biologia da conservação.

Ricardo Ribeiro Rodrigues

ESALQ

Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (1983), mestrado em Biologia Vegetal pela UNICAMP (1986) e doutorado em Biologia Vegetal pela UNICAMP (1992). É professor titular do Depto de Ciências Biológicas da ESALQ/Universidade de São Paulo. De agosto de 2004 a março de 2009 foi Coordenador do Programa BIOTA da FAPESP. Atua na área de Ecologia e Restauração Florestal e é coordenador do Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (LERF/LCB/ESALQ/USP)-www.lerf.esalq.usp.br, onde estão disponíveis todos os seus trabalhos publicados e projetos. Atualmente é orientador na pós-graduação da Universidade Estadual de Campinas (programa Biologia Vegetal) e na Universidade de São Paulo (programas: Recursos Florestais e Ecologia Aplicada), já tendo orientado 75 alunos de mestrado, doutorado e pós-doc. Nesse laboratório (LERF) coordena o Programa de Adequação Ambiental e Agrícola de Propriedades Rurais, com 3.950.000 ha de áreas em processo de adequação no Brasil todo, com mais de 9.700ha de matas ciliares restauradas e mais de 92.000ha de florestas remanescentes recuperadas e protegidas. É coordenador do projeto temático do CNPq: Restauração Ecológica de Florestas Ciliares, de Florestas de Produção e de Fragmentos Florestais Degradados (em APP e RL), com Elevada Diversidade, com Base na Ecologia de Restauração de Ecossistemas de Referência, onde tem mais de 40 pesquisadores envolvidos, desde pesquisadores seniors, doutorandos, mestrandos e alunos de iniciação científica. Nos últimos anos (2010-2012) foi membro convidado do Grupo Especial da SBPC e ABC, para melhoria do Código Florestal Brasileiro em votação, com várias incursões na Câmara Federal, no Senado Federal e no Executivo Federal.

Sandra Cavalcanti

Pró Carnívoros

É Engenheira Agrônoma, Mestre em Manejo de Fauna Silvestre e Doutora em Biologia de Vida Silvestre pela Utah State University, nos Estados Unidos. Trabalhou com a Wildlife Conservation Society em parceria com a Sociedade Civil Mamirauá e a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável coordenando um projeto de pesquisa sobre a ecologia alimentar da onça-pintada no sul do Pantanal. Posteriormente implementou e trabalhou como coordenadora de pesquisa do Programa Pantanal, desenvolvido pela Panthera numa região do norte do Pantanal, estudando a ecologia da onça-pintada, suas relações com as espécies presa e com elementos da paisagem, a depredação do gado doméstico e suas implicações para a conservação da espécie. Atualmente coordena o trabalho do corredor ecológico da mata atlântica costeira, desenvolvido pela Panthera.

Josenei Gabriel Cará

Fundação Florestal

Com formação em Biologia e pós-graduação em Auditoria e Direito Ambiental, atua há mais de 20 anos no Sistema Ambiental Paulista. Hoje gerencia 18 Unidades de Conservação sob Gestão da Fundação Florestal nas regiões do Vale do Ribeira e Alto Paranapanema, ao longo de quase 800.000 hectares de áreas protegidas.

Ronaldo Pereira da Silva

Representante Prefeitura de Juquiá

Formando em Biologia, professor que sempre se interessou por Gestão Pública e Educação Ambiental. Pioneiro na Gestão Pública do Meio Ambiente nos municípios de Cajati (2006-2009) e Juquiá (2010 até os dias atuais) - tema que tem admiração. 
Interlocutor atuante no Projeto Município Verde Azul. 
Autor de projetos de  leis ambientais criadas no município de Cajati e Juquiá, incluindo a Lei de Pagamento de Serviços Ambientais, sendo a primeira cidade do Estado a criar a lei..

Greizy Nicolai

Prefeitura Tapiraí

Formada em Turismo pela Universidade de Sorocaba (UNISO) e Pós Graduação em Gestão Estratégica de Negócios na mesma instituição. Atuou como escriturária nas áreas de Turismo e Recursos Humanos e atualmente é Técnica em Turismo da cidade de Tapiraí.