Sobre o curso

Muitas espécies de mamíferos de médio e grande porte de florestas neotropicais são crípticas, discretas e extremamente móveis, frequentemente usando grandes áreas de vida.

Observações e contagens diretas são formas usuais para a determinação da ocorrência e abundância de diferentes espécies de mamíferos, mas essa metodologia em florestas tropicais é difícil considerando a vegetação densa, a altura do dossel e pelos hábitos noturnos de grande parte da fauna. 

Vários grupos e espécies de mamíferos, especialmente os terrestres, deixam sinais diagnósticos que podem revelar presença e abundância, sendo que essas evidências podem ser registradas e usadas para desenvolver índices de ocorrência e abundância.

Índices para monitoramento de assembleias de mamíferos de médio e grande porte em florestas tropicais podem comprovar a presença sem a necessidade de coleta física, indicarem abundância, ser fáceis de usar, passíveis de padronização para comparações, flexíveis e prover informação numa ampla gama de habitats e comportamentos.

Mamíferos de médio e grande porte:

Consideramos aqui mamíferos de médio e grande porte espécies do Gênero Didelphis (Ordem Didelphimorphia), todos os membros das Ordens Cingulata, Pilosa, Primates, Carnivora, Perissodactyla, Artiodactyla e Lagomorpha e as famílias Sciuridae, Erethizontidae, Dinomyidae, Caviidae, Dasyproctidae e Cuniculidae da Ordem Rodentia.

OBJETIVO GERAL

Apresentar e praticar métodos de detecção, identificação e quantificação de espécies de mamíferos terrestres para a proposição de índices de ocorrência e abundância e desenvolvimento de protocolos de diagnósticos rápidos de mamíferos, mais viáveis do ponto de vista custo-benefício. 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Praticar o uso de método de registro diário de dados;

- Produzir uma lista confirmada de espécies com uso de um índice de ocorrência (baseado no acúmulo de evidências obtidas por vários procedimentos metodológicos (observação direta/armadilhamento fotográfico, registro de vocalizações, estações de odor e busca e identificação de sinais);

- Obter índices de abundância para as espécies comprovadas para a área.

Resultados esperados:

 Minimizar impactos da exploração mineral sobre a biodiversidade na região,

- obtendo informação básica sobre o status e distribuição de mamíferos de médio e grande porte;

- contribuindo na planificação de protocolos de monitoramento para mamíferos,

- observando as alterações nas populações oriundas do desenvolvimento.

INVESTIMENTO

R$ 1.400,00

(pago em 2x)
O valor inclui:
- Transporte de São Paulo ida e volta, passando por Sorocaba;
- Hospedagem na base de pesquisa da Reserva em quarto duplo;
- Café, almoço, café da tarde e jantar;

DATA

07 a 11 de Dezembro

PÚBLICO-ALVO

Estudantes de graduação e pós-graduação; pesquisadores; profissionais dos segmentos públicos e privados que necessitem iniciar ou aprimorar o uso de pegadas de mamíferos em seus estudos e trabalhos; público em geral interessado em atividades ao ar livre e em história natural.

Recomendações

Corpo docente

Julio Cesar Dalponte

 – Doutor em Biologia Animal pela Universidade de Brasília, membro do Grupo Especialista e Canídeos da União Internacional para a Conservação da Natureza e membro do Conselho Diretor do Instituto para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais - Pró-Carnívoros. Tem experiência na área de Zoologia, com ênfase em Ecologia Comportamental e Conservação de Carnívoros, atuando principalmente no ensino da Zoologia, na pesquisa, conservação e inventário de mamíferos nos biomas e agroecossistemas brasileiros por métodos diretos e indiretos. Autor do livro "Rastros de Mamíferos Silvestres Brasileiros - Um guia de campo", Editora da UnB.

Vera Lúcia Queirogas:

Mestre em Ecologia e Conservação dos Recursos Naturais pela Universidade Federal de Uberlândia. Experiência e atuação na ecologia e Conservação de mamíferos e interação de ectoparasitos (carrapatos – Ixodidade) com mamíferos silvestres